Às vezes eu acho que vivo em um universo paralelo. Como agora. Eu fico em um paralelismo com os fatos que não sei se é real ou se é sonho. Será que é possível sonhar tanto acordada? Eu tô tão anestesiada comendo ruffles, ouvindo Muse e tomando cerveja quente.
Hoje só estamos eu e a Jaque em casa. A Tal foi dormir na casa da Thânia. O Ferraz veio aqui e ficou num harén, todo feliz. Conversamos sobre um monte de coisas e é tão engraçado, me senti em outro mundo desde aquela hora. Na verdade hoje eu acordei em um lugar diferente. Sei lá.
José veio aqui e como sempre, não perde a mania de me fazer flutuar. É um raro e me trouxe de presente um pão caseiro que a mãe dele fez. Já comi iteirinho. Com maionese e a Tal comprou qualy sem sal, assim não dá.
Cadê a Boo hein? Puta falta de sacanagem ela ir pra casa dela e nunca mais dar notícias. A Tal ligou todos os dias de Mogi. Boo, apareça de onde estiver mi queridita!
Nossa, tá tocando Supermassive Black Hole, adoro essa música. Me lembra o Evan, que veio aqui hoje também. E a Mê hein? Já tô com saudade dela. Amanhã preciso assistir 11 homens e um segredo, tem que devolver na biblioteca da facul. Quem sabe não assisto fight club pela 4ª vez. Que vontade de assistir Amélie. E El laberinto del fauno. E 500 days of Summer. Mas Amélie é mais.
Faz tempo que a Tal não me fotografa. Quero fazer um ensaio muito fodido. Vai ser massa. Massíssimo!
Agora eu faço café, ganhamos uma cafeteira e tem tv no quarto. Hoje foi um dia engraçado, queria comer um bife agora. Sorry boizinho, mas eu gosto de você com cebola frita.
Todo mundo deve pro tio Vander um dia. Eu não gosto de dever pra ele, porque ele empresta as coisas pra gente. E apesar de sempre pagar, é ruim né. Sei lá. Mas ele é bonzinho. Falando nisso, vou comer meu prestígio que eu comprei lá e tomar o resto da minha brejita. E cadê o John Lennon hein? Ele mora em Pindamonhangaba, mas me agrada conversar com ele. Tô com saudade da facul. Dos professores, das aulas e claro, da galera. Até do Pedrão. E daquele corre, corre na FCA.
Não posso reclamar muito da vida. Só de ser meio duranga, mas isso vai passar. Fora isso, apesar das brincadeiras do destino, minha vida é tão legal e eu estou entrando em outro universo paralelo agora. Quero furar a narina direita e fazer minhas tatuagens, tchau.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
You shimmy-shook my boat.
Balancei para todos os lados, nem senti. Ia para frente e para trás somente sentindo a vibração. Era você me embalando pela cintura. Eu ali, tão vulnerável e embriagada numa noite qualquer.
As luzes que eu via eram difusas não me deixavam pensar aonde eu estava. Só sabia que me senti em um barco que balançava em ondas suaves, ondas sonoras.
Foi você, querido. Você balançou meu barco. Balançou meu barquinho a remo e meus remos caíram n'água. E agora? Será que vai continuar balançando quando você acordar? Será que mesmo sem remos você vai balançá-lo comigo para outro lugar?
Nossa embriaguez se foi junto com a noite. O sol nasceu e beijou nossos pés pela janela do meu quarto. Acorde meu amor, já é hora de fazer uma vela para esse barco que não é mais de um só. Assim ao invés de balançar ele vai navegar e nos levar na direção do horizonte. E depois do horizonte, o que vem só pode ser grande. Assim como o futuro que já chegou.
As luzes que eu via eram difusas não me deixavam pensar aonde eu estava. Só sabia que me senti em um barco que balançava em ondas suaves, ondas sonoras.
Foi você, querido. Você balançou meu barco. Balançou meu barquinho a remo e meus remos caíram n'água. E agora? Será que vai continuar balançando quando você acordar? Será que mesmo sem remos você vai balançá-lo comigo para outro lugar?
Nossa embriaguez se foi junto com a noite. O sol nasceu e beijou nossos pés pela janela do meu quarto. Acorde meu amor, já é hora de fazer uma vela para esse barco que não é mais de um só. Assim ao invés de balançar ele vai navegar e nos levar na direção do horizonte. E depois do horizonte, o que vem só pode ser grande. Assim como o futuro que já chegou.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Mudanças.
Ontem eu mudei meu cabelo. Resolvi bagunçá-lo, amassá-lo e deixá-lo livre do secador e da escova. Sinceramente fiquei linda e mais parecida comigo, no interior. Bagunçada. Mudei alguns conceitos, algumas visões e muitas opiniões. Mudei principalmente meu humor. Me sinto irradiar. Mudei o blog inteiro e continuo escrevendo coisas aleatórias e sem sentido que nem eu mesma entendo.
A água acabou. Ainda não voltou e eu estou nervosíssima a respeito de poder limpar a casa, esquentar a comida e lavar a louça. Porque precisamos de água, meu Deeeeeeus!
Mudei o template de novo. Mas mudei também o cabeçalho e o endereço. E a foto.
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band!
A água acabou. Ainda não voltou e eu estou nervosíssima a respeito de poder limpar a casa, esquentar a comida e lavar a louça. Porque precisamos de água, meu Deeeeeeus!
Mudei o template de novo. Mas mudei também o cabeçalho e o endereço. E a foto.
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band!
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Quarta-feira.
Descobri que nasci nos primeiros 30 minutos de uma quarta-feira em 1991. É por isso que esse é meu dia preferido da semana. E é por isso que eu sou boêmia e noturna como disse a Boo. Nasci com a bunda virada para a lua. Que lua será que era hein? Vai saber, aí é pedir demais. Minha mãe me ligou para dizer que lembrou quando me sentei na barriga dela e resolvi complicar tudo com meu cordão umbilical no pescoço. É isso aí. Daqui há 3 horas e meia eu vou ficar mais velha e terei um ano a menos de vida. Se for pensar que a gente pode morrer a qualquer momento isso nem faz sentido, mas a realidade é que o relógio anda ao contrário. Isso não me assusta. Às vezes eu até gostaria que ele andasse mais rápido e chegasse logo nos 60. Assim eu descansaria um pouco. Tenho tanta coisa para ver ainda. Tantas viagens a fazer, pessoas a conhecer, bebidas a beber e assim por diante.
Pela primeira vez na vida estou com depressão pré-aniversário. Isso tá me irritando, porque todos os anos eu conto os dias para esta data chegar e encho o saco de todo mundo, não deixando ninguém esquecer que é meu aniversário. Mas esse ano é diferente. Eu não estou feliz agora, minha cabeça e meu corpo doem. E não, eu não quero fazer sala pra ninguém hoje, desculpa. Amanhã tem uma festa e eu chamei um monte de gente. Acho que até lá eu me animo. Aliás, preciso né? Que clima de enterro.
Na verdade eu queria passar meu aniversário em qualquer lugar perto de lugar nenhum que ninguém soubesse quem eu sou. Podia ser uma quarta-feira e eu estaria usando alguma roupa cinza. Tomaria um chá de morango sentada em uma cadeira de balanço e o vapor embaçaria meus óculos, como sempre. Os meus momentos estão difusos e distantes. Não consigo tocá-los, só os enxergo de longe e desfocadamente. É a crise. Ninguém disse que nascer seria fácil, ainda mais chegar até aqui com tanta coisa já vivida. Acho que é cansaço. É um esgotamento prematuro eu diria. Mas tudo bem, as férias estão aí. Terei colinho de mãe e um banheiro com box de vidro só para mim durante vários dias. Sem falar na brisa geladinha do mar que todos os dias fará questão de me dizer um oi. Aí todos os dias serão quarta-feira e eu estarei usando cinza.
Pela primeira vez na vida estou com depressão pré-aniversário. Isso tá me irritando, porque todos os anos eu conto os dias para esta data chegar e encho o saco de todo mundo, não deixando ninguém esquecer que é meu aniversário. Mas esse ano é diferente. Eu não estou feliz agora, minha cabeça e meu corpo doem. E não, eu não quero fazer sala pra ninguém hoje, desculpa. Amanhã tem uma festa e eu chamei um monte de gente. Acho que até lá eu me animo. Aliás, preciso né? Que clima de enterro.
Na verdade eu queria passar meu aniversário em qualquer lugar perto de lugar nenhum que ninguém soubesse quem eu sou. Podia ser uma quarta-feira e eu estaria usando alguma roupa cinza. Tomaria um chá de morango sentada em uma cadeira de balanço e o vapor embaçaria meus óculos, como sempre. Os meus momentos estão difusos e distantes. Não consigo tocá-los, só os enxergo de longe e desfocadamente. É a crise. Ninguém disse que nascer seria fácil, ainda mais chegar até aqui com tanta coisa já vivida. Acho que é cansaço. É um esgotamento prematuro eu diria. Mas tudo bem, as férias estão aí. Terei colinho de mãe e um banheiro com box de vidro só para mim durante vários dias. Sem falar na brisa geladinha do mar que todos os dias fará questão de me dizer um oi. Aí todos os dias serão quarta-feira e eu estarei usando cinza.
Misguided ghosts
Minha criatividade hoje está limitada. Minha cabeça dói demais e acho que a culpa ainda é da caipirinha de saquê - de morango, a coisa mais gostosa que já bebi na VIDA. Mas essa música, retrata tudo. É. E sim, é do Paramore, grande bosta. Eu gosto e se você não gosta o problema é seu ¬¬
Eu estou indo longe por enquanto mas eu vou voltar, não tente me seguir.
Por que eu vou retornar assim que possível. Veja, eu estou tentando achar meu lugar
Mas talvez não seja aqui que eu me sinto segura, todos nós aprendemos a errar...
E correr deles, deles. Sem direção. Correr deles, deles. Sem convicção.
Eu sou apenas um daqueles fantasmas viajando sem fim. Não preciso de estradas, na verdade eles seguem você e nós apenas vamos em círculos.
Agora me disseram que essa vida e dor é apenas um simples compromisso, então nós podemos ter o que nós queremos disso.
Alguém tenta classificar um coração partido e mentes perversas. Então eu posso encontrar alguém para me apoiar.
Entao corra para eles, para eles. Toda velocidade a frente. Oh você não é inútil, nós somos apenas fantasmas perdidos viajando incesantemente.
Aqueles que nós mais confiamos nos empurraram para longe e não há um papel, nós não deveríamos ser iguais, mas eu sou apenas um fantasma e eles continuam a me fazer ecoar. Eles me fazem ecoar em círculos.
Eu estou indo longe por enquanto mas eu vou voltar, não tente me seguir.
Por que eu vou retornar assim que possível. Veja, eu estou tentando achar meu lugar
Mas talvez não seja aqui que eu me sinto segura, todos nós aprendemos a errar...
E correr deles, deles. Sem direção. Correr deles, deles. Sem convicção.
Eu sou apenas um daqueles fantasmas viajando sem fim. Não preciso de estradas, na verdade eles seguem você e nós apenas vamos em círculos.
Agora me disseram que essa vida e dor é apenas um simples compromisso, então nós podemos ter o que nós queremos disso.
Alguém tenta classificar um coração partido e mentes perversas. Então eu posso encontrar alguém para me apoiar.
Entao corra para eles, para eles. Toda velocidade a frente. Oh você não é inútil, nós somos apenas fantasmas perdidos viajando incesantemente.
Aqueles que nós mais confiamos nos empurraram para longe e não há um papel, nós não deveríamos ser iguais, mas eu sou apenas um fantasma e eles continuam a me fazer ecoar. Eles me fazem ecoar em círculos.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Ponte pênsil.
A ponte nem balança tanto assim, mas você tem medo ao olhar para baixo. Dá medo de cair alguma coisa do bolso, de enroscar o chinelo, de tropeçar. A ponte balança para lá, para cá e você anda em linha reta olhando em um ponto fixo. O outro lado sempre parece longe demais, mas não é.
As amizades são como pontes que balançam. Você confia que não vai cair, que apesar de balançar você vai chegar bem do outro lado. Seu amigo é o ponto fixo lá longe e a ponte a amizade. Quando abalada é difícil até enxergar o que tem do outro lado.
Pior ainda é saber como fazer para consertar isso. Será que dá?
É aí que você para no meio da ponte balançante e não sabe para onde ir. Você vai na direção de quem te abalou ou volta? Eu volto. Sempre volto. Eu preciso voltar. Não consigo caminhar e nem enxergar quando isso acontece. Eu volto para poder pensar e respirar. Só assim é que eu posso tentar de novo depois de um tempo.
Essas pontes são muito complicadas. É difícil ter pontes assim. Mas você sabe que mesmo que elas balancem, elas são indestrutíveis. Talvez nem tanto, mas você sempre pode tentar atravessar de novo.
As amizades são como pontes que balançam. Você confia que não vai cair, que apesar de balançar você vai chegar bem do outro lado. Seu amigo é o ponto fixo lá longe e a ponte a amizade. Quando abalada é difícil até enxergar o que tem do outro lado.
Pior ainda é saber como fazer para consertar isso. Será que dá?
É aí que você para no meio da ponte balançante e não sabe para onde ir. Você vai na direção de quem te abalou ou volta? Eu volto. Sempre volto. Eu preciso voltar. Não consigo caminhar e nem enxergar quando isso acontece. Eu volto para poder pensar e respirar. Só assim é que eu posso tentar de novo depois de um tempo.
Essas pontes são muito complicadas. É difícil ter pontes assim. Mas você sabe que mesmo que elas balancem, elas são indestrutíveis. Talvez nem tanto, mas você sempre pode tentar atravessar de novo.
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