segunda-feira, 31 de maio de 2010

Let get what I want.

Prefiro morrer sendo considerada como louca do que me render à normalidade.
Por que os princípios morais criados pela sociedade têm que ser seguidos à risca para sermos pessoas boas e/ou decentes?

Fumar maconha faz de mim uma infratora mesmo que eu doe milhões de dólares para instituições de caridade? Ser alcoólatra ou dependente de outra droga qualquer e pagar por isso sozinha sem ninguém metendo o bedelho onde não é chamado é errado? E se eu não ligar e transar com um cara no primeiro encontro porque senti vontade, isso faz de mim uma vagabunda?

Os estereótipos estão aí jogados por todas as calçadas. É o capitalismo selvagem. Matar ou morrer e ser "BOM" aos olhos da sociedade para subir na vida. E as pessoas que puxam tapetes sorrateiramente? Eles que parecem pessoas boas e decentes, vão para o céu? Como alguém pode ser taxado de alguma coisa sendo que todo mundo diz que só quem poderá nos julgar é Deus e bla bla bla?

E Deus? Só porque eu não acredito em Cristo isso faz de mim uma adoradora do "DIABO"? Não acredito nele também. Mas e se eu for atéia? Qual o problema? Eu não entendo a mania que as pessoas têm de se meter na opinião intrínseca de cada um. Eu não concordo com a bíblia, acho que é tudo mentira e daí? Isso não faz de mim uma pessoa melhor ou pior. Deus deve sofrer muita pressão aonde quer que ele esteja e eu não gostaria de estar no lugar dele. Eu não acredito que sejamos sua imagem e semelhança, acredito no Universo.

A minha opinião é tão contrária. As pessoas não entendem meu ponto de vista e me julgam. Mas é porque elas não tiveram as mesmas experiências que eu. Não viram e não foram criadas da mesma forma. O que eu acho ótimo, porque se não houvesse diversidade, tudo seria monótono.

Me deixe ter o que eu quero ter. Me deixe ser o que eu quero ser. Me deixe dizer o que eu quero dizer, sem me julgar. Eu não atiro pedras nas opiniões alheias, eu apenas não concordo. Mas nunca deixo de respeitar, porque quero que respeitem a mim também, só que não respeitam.

Ainda sim, prefiro morrer sendo considerada louca do que me render à normalidade.

domingo, 30 de maio de 2010

Empty.

Quando não estou bêbada a realidade tende a me irritar muito facilmente, óbvio. Com todo mundo é assim. Não que eu esteja chapada o tempo inteiro, não estou, mas se estivesse algumas coisas seriam menos inconvenientes.
Eu queria ter uma paciência super-humana e nem ligar para as porcarias que eu tenho que presenciar todos os dias.

Eu tenho estado tão sóbria. Alguém me dê uma dose de alguma coisa bem forte para que eu saia da realidade só um pouquinho? Queria me perder num mundo imaginário, tal como Alice no país das Maravilhas. Porque as pessoas loucas são as melhores.
Eu não aguento mais ter que sentar em um sofá para assistir cagada atrás de cagada de um monte de gente querida e mesmo depois de avisar tanto, ninguém ouvir. Que caiam todos enquanto assisto sentada no meu sofá de couro rasgado.

Cansei de mim mesma e das minhas lamúrias. Elas estão solitárias. Assim como eu tenho me sentido. Não por falta de amigos, mas por falta de mim. Às vezes eu sinto como se o vazio estivesse cada vez maior, sem chance de preenchimento. E é só um vazio sóbrio sem emoção. Sem cor, gosto e mais nada. É uma ferida cicatrizada: não dói, mas você vê que ela está e sempre estará ali.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Cansaço.

Hoje eu tô cansada. Cansada de ter que escrever corretamente, de ter que calcular fatura, de ter que ouvir gente falando "desbroquear", de pegar o busão, de acordar às 7 da manhã, de não ter mil coisas pra comer, de ter que dever 2 conto pro menino do brigadeiro, de não me organizar pra fazer meus trabalhos, de ter que ser responsável.
Me cansei do PARA e vou escrever PRA, sim. Não tô na faculdade agora, me deixa. Cansei de não ter dinheiro e sei que o cansaço que eu tô tendo é pra refletir nesse setor da minha vida, mesmo.
Me cansa ter que chegar em casa e mal ter tempo pra comer, me arrumar e já ir pra aula.
Nunca desconsidero a possibilidade de que eu poderia estar dormindo. Ou comendo. Ou até lendo Nietzsche. Mas a gente tem que ser grande e parar de se lamentar, certo? Que se foda. Eu tô de tpm, tô irritada e preciso de férias. Vou embora pra algum lugar que ninguém me encha o saco. Lá vai ter comida de graça e música boa. E NINGUÉM que fala errado. Pelo amor de Deus, vai trabalhar com teleatendimento e fala POBREMA, se toca. Ai, eu cansei. Quero dormir até...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Páginas.

Deslizei em todos os seus tobogans, mergulhei em seus devaneios e virei cada esquina que vi. Caí num buraco, como no País das Maravilhas. Não vi o coelho branco, o chapeleiro...não vi ninguém, só a queda longa e indolor. Senti em todo meu corpo o gosto do céu e o cheiro das nuvens. Foi como tomar a bebida púrpura e cair na Ilha Mágica, com seus naipes e o Curinga.
Envolvi-me nas histórias dos livros que li e mergulhei céu abaixo como Fernão Capelo Gaivota. Senti-me livre. Logo eu estaria em outro planeta, ou num asteróide. O B612 por exemplo. Quando cheguei, encontrei o princepezinho mordaçando o carneiro. Deixei-me cativar e choramos no adeus.

Foram tantas coisas especiais que me ensinaram.

O Curinga ensinou-me a pensar em quem somos e de onde viemos. Alice, que a loucura é uma qualidade e que a imaginação é tudo. Fernão Capelo Gaivota me fez enxergar a liberdade como uma recompensa pela vida. Por fim, o Pequeno Príncipe. Ele me faz enxergar através do coração e a valorizar as minhas amizades todos os dias.

domingo, 23 de maio de 2010

On fire.

Morda meus lábios sem medo de me machucar. Puxe meus cabelos e movimente minha nuca como bem entender. Ofegue baixinho no meu ouvido demonstrando o que quer. Morda meu lóbulo direito suavemente e não pare de mexer suas mãos, elas sabem aonde ir.
Corpos colados em um sofá marrom gasto. E os lábios movimentando-se com vontade. Sorrindo a cada novo movimento, cada surpresa.

Já é hora de levantar e ir a um lugar mais confortável, onde as roupas caiam e as pernas possam se entrelaçar sem trapalhadas. Sempre existe um colchão esperando em algum lugar. E o corredor recebe as roupas sem problema nenhum, como se ali fosse mesmo o lugar delas.
Uma dupla esguia indo e vindo, sem medo de pensar no amanhã. Porque o amanhã nem existe. É tudo invenção. O que existe é o hoje, o agora. O amanhã é outra história.

Corpos colados em uma cama. Corpos colados um no outro, cansados, porém insaciáveis. Corpos suados clamando por prazer e exalando no mínimo, emoção. Pode não ser paixão e nem amor, mas emoção é. Os corações quase param e aceleram de repente. E nunca cessam. As posições vão mudando até que quando encontram o momento do ápice, desmontam.
Já é hora de olhar um para o outro e sorrir. Conversar, fumar um cigarro, tomar um drink ou um café, quem sabe. Se o cansaço for muito é virar e dormir. Mas eu prefiro pensar que é hora de levantar e tomar um banho, para fazer tudo de novo.

Longe.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. No litoral norte. Mas a vida é difícil em qualquer lugar do mundo. A gente tem que trabalhar, tem que estudar, tem que ser alguém e tem que ter alguém também. Em qualquer lugar do mundo você acha que encontrou a metade da laranja e bla bla bla. Mas isso tudo é coisa da sociedade. As pessoas criam regras e criam as histórias que deveríamos viver. Tudo bobagem.

A minha vida é completamente o avesso. Se uma pessoa normal a examinasse, ficaria em choque. Eu não tenho pudor, acho que quase nenhum. Nem para falar, nem para agir e nem para escrever. Por que teria? Eu sou o avesso do que a sociedade gostaria que eu fosse.
O mais engraçado é quando me falam: "VOCÊ fez isso? NÃO ACREDITO! Como se eu fosse uma santa, uma cdf ou coisa do tipo só porque sou baixinha, meiga e uso óculos.

Gostaria mesmo era de estar bem longe. Num sonho bom. Os sonhos nos enganam, mas pelo menos lá o mundo é só seu e ninguém te impede de ser o que você quiser.

Purê.

Às vezes eu me sinto um purê de batatas. Fico cozinhando, tiram minha casca e depois sou espremida. Vou lá para a panela com manteiga, tempero e leite. Aí me misturam e misturam. Chego a ficar tonta. Aí depois de pronta e quentinha, me comem sem pudor. Somos purês de batatas. Em várias situações. A vida inteira vai ter alguém para te cozinhar, espremer e comer. Depende só da interpretação. E o engraçado é que isso também acontece literalmente, é só prestar atenção.