quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fui sozinho
O meu caminho
Quem ia cuidar de mim
Melhor que eu?

Mais uma das minhas crises existenciais.

Como é corriqueiro em minha vida
Vi-me novamente em crise. 
O motivo: o mesmo de sempre. 
Insatisfação pessoal. 


Quem eu sou? 
Quem seria?
Quem serei?
Quem quero ser?


Não gosto de sentir que 
não encontrei a minha vocação.
Vivo querendo me encontrar.
O que? Encontrar mais o que?


E agora eu tive a ideia de fazer 
algumas coisas que talvez possam
ajudar. 
Arrumar novas maneiras de me expressar.


Cansei da minha depressão.
Minha autodestruição. 
Meu quase suicídio. 
Homicídio. 


Se não houver a 
minha válvula de escape,
Minha fuga...não há como 
seguir a diante. 


E o que tem sido? 
E o que pode ser?
Quando vai deixar de ser?


Eu e mais uma das minhas crises existenciais, estamos aqui conversando. Pensando o quanto é chato ser um mero mortal. Pois afinal, sabemos que somos muito maiores que isso. Mas ainda não achamos nosso lugar. Eu e minhas crises...vamos acender mais um baseado e refletiremos enquanto ainda podemos ouvir músicas boas. 


E chegará a hora em que eu saberei, de onde/pra onde vim/vou - fui/sou. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu esqueço de limpar meus óculos. Esqueço de regar as plantas. Esqueço de tirar meu celular do vibra. Esqueço de lembrar o que eu tinha que fazer. Esqueço de ligar. Esqueço de falar. Esqueço até de respirar... Mas o que eu não consigo esquecer, é o fogo do seu olhar. O toque na minha pele...distante agora. Vívido em minha mente. Em frente, pegar a sua mão e ir para as Galáxias que juramos conhecer juntos. Espero que disso, você também não tenha esquecido.

Não é

Prender-se.
Em si. Em ti.
Em mim.
Perder-se.
 Por si.
 Por ti.
Por mim.
Não é contraditório sentir-se livre quando se prende/perde?
 Apoderado pela contrariedade das amarras postas.
 Impostas. Opostas.
 Não é esperto deixar-se levar por tal prisão.
Tal como não é esperto engolir o amor de uma só vez.
Transformando-o em gula, em monstro, em prisão e perda.
 Não é que eu tinha tantas coisas pra te dizer?
...mas as palavras escorrem,
esvaem, evaporam entre meus dedos nervosos.
 Olhos cansados.
Não me olhem desse jeito.
É como tem que ser.
 O que não parece fazer sentido agora,
o que não tem parecido real...
bom, depende de como você enxerga seus sonhos.
 Se pode tocá-los,
então sabe mesmo onde quer chegar.
E vai.
 Não é necessário prender-se/perder-se.
 Encontrar-se/te - viver.




  Stay with me, don't want to be alone.

domingo, 10 de junho de 2012

Que a tão aclamada inspiração Adentre portas e janelas da percepção. Que se faça ininterrupta paciência Sagacidade e educação. Tudo é válido como experiência. Um salto para outra dimensão. Expandindo a consciência e explodindo o coração. Sonhar alto, baixo, dentro d'água Em todo e qualquer lugar e a qualquer instante. O quanto antes. Os dias se vão como os beija-flores se perdem em salas de vidro. Atordoados.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quem?

Não seremos mais os mesmos quando as luzes apagarem? Não seremos mais os mesmos quando as portas forem trancadas? Não seremos mais os mesmos. Não somos mais. Quem seremos? Olharemos na mesma direção? E o que bate aí dentro, é mesmo seu coração? Pois parece que não seremos mais aqueles que dão passos na mesma direção. Quem é? Quem sou? Quem fui? Quem serei? E tudo se faz nebuloso se quem completa o NÓS não está. Quando o que sobra sou somente EU, bom, já não consigo mais explicar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Your face is like a melody...

E todas as páginas viradas. Cansadas. As folhas que jaziam num canto, parecendo velhos pergaminhos, rotos. Como num sonho no fundo do mar, naquele mundo diferente. Com um milhão de maravilhas desconhecidas. Inconstantemente penso num espaço longínquo onde não há gravidade e os planetas flutuam a nosso redor com suas cores e luzes entorpecentes. E explodem fogos de artifício como se fosse ano novo. É como se tivesse chegado o melhor momento de sua vida. E você agarra ele com todas as forças. Ao olhar, ouvir, sentir... De que vale? Por que não valeria? Como? Não é? Será? Seria? O mochileiro das galáxias perdido no espaço sideral com a sereia dos mares cósmicos... E uma inspiração que me levou aos lugares onde gostaria de ir. Só. Bem. Quem sabe. Não. Talvez. Pode até ser, acompanhada. Mas não. Não é o que pensas. Não me dirijo a ti. Este coração é livre. Na dança do mar, na dança do espaço. Vou, me desfaço. Já não há o que perder. Hesitar. Afligir. E com uma força desconhecida, novas sementes são plantadas. Uma de cada vez. Sem pressa de crescer e ver o futuro se desenhar. Porque de forma ou outra, o senhor tempo, leva-o como uma melodia suave que passa numa noite de maresia. As páginas em branco. Prontas para serem devoradas por novas experiências. Coisas raras de se ver. Novas aventuras. E o que virá, a seguir?